Desde o início de 2026 adotei uma abordagem diferente no meu trabalho como engenheiro: delegar tarefas de desenvolvimento para agentes de IA, com Claude Code como orquestrador.
Alguns meses depois, posso dizer que foi a decisão que mais mudou como eu trabalho.
O que mudou de verdade
Não é só velocidade. A mudança mais profunda é como você pensa sobre o problema.
Antes eu ficava horas debugando uma migration quebrada. Hoje despacho um agente com o contexto e recebo uma análise de root cause em minutos. Meu papel virou fazer as perguntas certas.
A divisão de trabalho que funciona
Com o tempo aprendi que agentes funcionam melhor com papéis bem definidos:
- Um agente analisa o codebase e prepara contexto
- Outro implementa a feature
- Outro faz code review com foco em segurança e padrões
- Outro verifica se os critérios de aceite foram atendidos
É o mesmo raciocínio de um time humano bem estruturado — só que sem reunião de alinhamento.
O que não funciona (ainda)
Tarefas que cruzam múltiplos serviços com dependências implícitas ainda são difíceis de delegar. O agente não tem intuição sobre “isso vai quebrar comportamento X em produção” — isso ainda é humano.
Contexto mal definido é o maior inimigo. Quanto melhor a especificação, melhor o resultado.
O papel do engenheiro muda
Você deixa de ser quem escreve código linha por linha e passa a ser quem define o problema, valida a solução e mantém a qualidade arquitetural.
É mais parecido com tech lead do que com desenvolvedor sênior no sentido clássico.